Nº 04

Breve retrospectiva

A paz de Cristo,

Nós, a cada dia que se passa, somos forçados a escolher, isso acontece desde que nascemos. O tempo passa um pouco mais, e ao começarmos a falar nossas escolhas são pronunciadas com palavras. Ainda com menos de “meio metro”, nos achamos no direito de escolher algumas coisas e ter algumas regalias. Escolhemos o que vestir, escolhemos o que comer, e quando alguém vai falar alguma coisa aos nossos pais, como por exemplo: “Esse menino está escolhendo demais!” somos defendidos por um: “Ele já está um rapazinho!”.

Após passar mais um pouco, chegamos à adolescência, e esse é o momento aonde as nossas escolhas não são tão baseadas num plano seguro de vida. Não se tem noção do futuro, e tudo o que nos guia é o momento, que trava tudo que o deixamos dominar. Os mesmos pais que nos defendiam quando crianças, na adolescência querem nos defender, e recebem de nós um: “A vida é minha, deixe-me viver!”. O sentimento agradável de proteção que se tinha na infância, dá lugar, aos nossos olhos de adolescentes, ao sentimento que oposição, como se os que antes nos protegiam, hoje querem nosso mal.

Depois da adolescência, chega-se a nós a juventude, e aqui, muitos de nós somos forçados pelo destino a prosseguir na vida sozinhos. Como se diz, eles são forçados a “tocar o barco”, sozinhos. Alguns decidem mudar de cidade, deixando a casa de seus pais por conta do seu chamado (o que aconteceu particularmente comigo), outros por causa de seu emprego, ou faculdade, outros não tem mais o afago de seus pais, pelo fato da trágica falta, produzida pela morte. É aí onde somos responsáveis pelas escolhas feitas antes, já que não temos ao nosso lado quem nos protegia quando crianças, ou os “caretas” da adolescência.

A mim não importa escrever além da juventude, por duas razões: sei que o futuro é simplesmente o arcar da responsabilidade das escolhas feitas no passado, quando tínhamos o poder da decisão. O outro motivo é que ainda sou jovem demais pra tentar entender o que se passa na cabeça de um adulto devido as suas escolhas. Porém, tenho consciência de que muitos deles não podem mais decidir ou voltar atrás em uma decisão, por estarem presos nas escolhas feitas lá atrás, na adolescência.

Entendo assim, que um passo meu, certo, pode me causar dores no presente, mas no futuro uma grande glória e gozo profundo. Porém, um passo meu, “em falso”, pode causar a mim um dano muito grande.

As minhas escolhas podem me promover ou me tornar um escravo das decisões erradas. E continuamos a usar errado o poder da Palavra, pois continuamos jogando para Deus as responsabilidades que são atribuídas a nós. A decisão é nossa. Ele nos deu o poder de escolher como queremos que seja o nosso futuro. “Porque Eu bem sei os pensamentos que penso sobre você. Pensamento de paz, não de mal, para lhe dar o futuro que planejais.” (adaptado de Jeremias 29. 11).

Se tem uma coisa que Deus respeita, se chama: decisão pessoal do homem. E com isso só me basta encerrar toda essa longa conversa com uma só palavra: cuidado!

Um grande abraço!

Ev. Micael Barbosa